• Luiza Carvalho

Sobre família e nossos laços

Atualizado: 13 de Dez de 2019


Quem somos nós? Esta é uma pergunta difícil, abstrata e repleta de possibilidades. Acredito que sou a soma de tudo que faz parte da construção da minha história. Lá no fundo, acho que nem as pessoas mais íntimas de nosso convívio nos conhecem por inteiro. Nem nós mesmos nos conhecemos por completo, pois somos uma constante transformação.

Família. Parte do que somos é sangue, é laço físico que nos conecta e nos move em uma caminhada conjunta. Família é mais que DNA; é apoio, é base e amizade. E falar de família também não é simples. Com tantas pessoas, tantos caminhos e tantas escolhas de vida, criamos laços estreitos e mantemos laços mais soltos.

Tem família que é de sangue, e tem família que é de alma. Não existem palavras que expliquem a conexão forte e verdadeira que criamos com amigos que se tornam irmãos. E com aqueles que são de sangue, a conexão de alma se traduz naquilo que creio em religião: tem laços que são mesmo de outras vidas.

Mas seja de alma ou de sangue, família é base do que nós somos. Convivências sempre tornam pessoas mais próximas e outras mais distantes, e isso é natural da vida. Mas sabe o mais importante? Independente da força dos laços, os nós nunca se desatam.

Seja no mais belo sol de verão, ou na mais forte e destruidora tempestade, os nós que nos unem se mostram presentes, fortes, indestrutíveis. Uma das coisas que mais admiro em minha família, apesar de grande e nem sempre com todos próximos, é a união: tenho certeza que nos balanços da vida nossos laços nunca irão se soltar. Ora bambeiam, ora se apertam... mas estamos sempre aqui, um para o outro, independente de tudo. É isso que precisamos cultivar, é essa semente que precisamos regar com todo amor que a gente tiver.

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